Inovação na construção civil: 7 tendências para ficar de olho em 2022

Stefano Caterina - Operações e Comunicação, Maply
November 19, 2021

A inovação na construção civil tem sido algo constante, e a cada dia surgem novas soluções com potencial de mudar a forma como o setor trabalha. Como é natural em qualquer indústria, algumas dessas soluções se destacam e ganham tração, se tornando tendências que ditam o rumo do mercado.

Então, surge a pergunta:

Quais são as principais tecnologias que estão em destaque agora e têm tudo para ditar o rumo da inovação na construção civil em 2022? 

Neste artigo você vai ver algumas das principais tendências e quais são seus efeitos em uma obra.

1. Plataformas de gestão integrada de construção

A cada ano que passa, os softwares de gerenciamento de obras se tornam mais acessíveis e indispensáveis para a boa gestão. Mas a evolução é tão grande e acontece de forma tão rápida que, enquanto algumas empresas ainda nem usam sistemas desse tipo, o mercado já avançou para o próximo passo.

Agora é a vez das plataformas de gestão integrada de construção. Elas têm um papel de concentrar todos os sistemas e ferramentas que a empresa usa em um único lugar. 

Por exemplo: você pode juntar os dados do sistema de relacionamento com o cliente (CRM) com as informações do software de planejamento (ERP); pode integrar soluções de constructechs num mesmo dashboard; entre outras coisas. 

Assim, a plataforma integrada gera relatórios combinando os dados das várias ferramentas, e esses dados servem para dar suporte a decisões estratégicas da empresa. 

Ou seja, a indústria da construção está mais inteligente com as plataformas de gestão integrada e começando a dar a atenção devida aos dados. E isso nos leva à próxima tendência.

2. Gestão de obras com base em dados

As grandes empresas, tanto do setor da construção civil quanto de outros mercados, estão cada vez mais preocupadas em usar bem o volume assombroso de dados coletados. Por isso, conceitos como Big Data vêm ganhando cada vez mais espaço.

Atualmente, segundo a consultoria PwC, o setor da construção gera cerca de 2,5 milhões de terabytes por dia. Mas 95,5% desses dados são descartados pelas empresas, e 90% deles são gerados de forma não estruturada.

Em essência, os dados contêm padrões importantes que fazem diferença na obra. Por meio da análise desses dados, os gestores das construtoras ou incorporadoras podem descobrir esses padrões escondidos e resolver problemas a partir deles.

Ou seja, há muito valor nas informações que os sistemas de gestão e as ferramentas, como os drones, coletam. Parte dessa análise já é feita nas plataformas integradas, mas ainda existem outras formas de avançar nessa questão.

Afinal, o progresso das empresas “data-driven” é claro, mas está apenas no começo. Por isso, 2022 deve ser um ano de grandes inovações na gestão baseada em dados.

3. Uso de drones

Quando os drones surgiram no mercado, eles pareciam uma revolução distante demais, mas os últimos anos provam que a tecnologia veio para ficar. Afinal, o bom uso dos drones pode aumentar a eficiência da obra e ainda apoiar a gestão data-driven. 

E, como toda inovação real, a tecnologia melhora a cada dia, ao mesmo tempo em que se torna mais e mais acessível.

O grande trunfo dos drones é acessar locais remotos e coletar dados que de outra forma seria impossível ou teria um custo alto demais. Entre essas funções, podemos destacar:

  • inspeções de segurança na obra;
  • avaliação de progresso das tarefas no canteiro;
  • identificar necessidades do projeto;
  • planejar e responder às exigências da obra em tempo real.

Além disso, os drones ainda se mostram úteis para manter e até melhorar o trabalho remoto, que foi acelerado em meio à pandemia devido à necessidade de distanciamento social.

Segundo o relatório internacional Drone Market Report 2021-2026, o mercado de drones vale atualmente US$ 26,3 bilhões, e atingirá US$ 41,3 bilhões em receita até 2026. O estudo prevê um crescimento anual, em nível global, de 9,4%, em grande parte impulsionada pelo crescimento de drones comerciais.

4. Construção verde e ESG

Outra tendência que vem se consolidando é a adoção em massa da chamada construção verde. Mais do que nunca, podemos esperar que os grandes projetos de construção busquem melhores processos e tecnologias.

Isso porque temos um tema cada vez mais latente no setor: ESG, expressão em inglês que se refere a meio ambiente, desenvolvimento social e governança (environment, social e governance, no original). Em resumo, são indicadores que buscam medir o impacto e a influência destas três áreas na operação de empresas.  

Ou seja, construção verde e ESG na construção civil estão diretamente interligados. Hoje, mais do que erguer uma edificação e garantir que ela seja funcional, é preciso respeitar políticas ambientais de consumo consciente de água e energia, garantir conforto e saúde aos ocupantes e, claro, respeitar a realidade socioeconômica da região. 

Um ponto importante sobre a construção verde é que ela vai muito além do reconhecimento e valorização comercial. Antes, tem a ver com construir imóveis que causam um impacto menor no ambiente antes, durante e depois da obra.

Isso envolve projetar com princípios sustentáveis em mente, usar materiais ecológicos e construir usando métodos que consomem menos recursos e geram menos resíduos.

Com 20% das emissões globais diretamente ligadas à indústria da construção, essa tendência ganha força a cada dia e a esperança é que num futuro próximo os projetos criem soluções que beneficiem o meio ambiente e as comunidades de seu entorno.

Vale ressaltar também que a pandemia de covid-19 reforçou a necessidade da adoção de processos e políticas que estimulem a sustentabilidade, o respeito às leis e diretrizes, além da promoção do bem-estar. 

5. Building Information Modeling (BIM)

Existe uma única ferramenta que pode aumentar a eficácia e a colaboração como nenhuma outra: estamos falando do BIM (Building Information Modeling, ou Modelagem de Informações da Construção).

O BIM é mais do que um software que cria o projeto da obra em 3D. Ele é uma metodologia de trabalho ideal para projetar com mais eficiência, segurança e precisão. Assim, o BIM é um grande aliado de arquitetos e engenheiros na hora de prever os custos de trabalho e mostrar como os materiais e estruturas de construção resistem ao longo do tempo.

Um dos principais motivos pelos quais o BIM vai continuar sendo tendência em 2022 é que muitas agências governamentais e órgãos de controle exigem o BIM em suas licitações.

O motivo é que esses órgãos buscam entender as questões que um projeto enfrentará antes de sair do papel. Além disso, os proprietários de edifícios também podem usar o BIM para desenvolver cronogramas de manutenção.

Os softwares que aplicam o conceito BIM não apenas aumentam a colaboração, mas também reduzem os custos de construção e promovem segurança, minimizando o índice de incidentes.

Esse movimento de exigir e incentivar o uso do BIM em obras do governo já acontece aqui no Brasil e em muitos outros lugares do mundo. A tendência é que, em breve, o BIM se torne o padrão em toda construção. 

Se você ainda não está familiarizado com o BIM, busque se informar ou contate especialistas no tema para auxiliá-lo em seus projetos.

6. Construções pré-fabricadas modulares

Em 2022, a construção de unidades construtivas modulares e pré-fabricadas ganhará mais adeptos e fãs nos setores imobiliário e de construção. Em edifícios residenciais, construções modulares podem oferecer benefícios especiais para o público mais jovem que busca espaços cada vez mais customizáveis.

Um dos maiores atrativos deste modelo construtivo é a chamada construção off-site, ou seja, quando a construção de componentes modulares acontece fora do canteiro de obras. Isso traz muitos benefícios para a obra, como:

  • grande agilidade na montagem;
  • geração menor de resíduos;
  • precisão industrial de fabricação dos módulos;
  • personalização da obra com o passar do tempo;
  • menor consumo de água e eletricidade na obra;
  • equipe mais enxuta no canteiro;
  • maior segurança contra acidentes;
  • e muito mais.

Com os componentes sendo construídos em ambientes de fábrica, é muito mais fácil manter a obra dentro do prazo e do orçamento. Além disso, o desperdício é quase nulo, uma vez que os materiais restantes são imediatamente reciclados.

Além disso, essas casas tendem a ser mais baratas e mais rápidas de construir, já que as equipes estão familiarizadas com os métodos de montagem.

A construção modular também é usada na construção comercial, como já pode ser visto em diversos lançamentos recentes, todos eles feitos com componentes modulares.‍ 

7. Digital twins

Agora imagine poder construir um prédio no mundo virtual, diminuindo os riscos e aumentando a eficiência da construção do mundo real. Isso é possível com digital twins (gêmeos digitais).

Tratam-se de representações virtuais de objetos e sistemas que existem na vida real. Um gêmeo digital se comporta da mesma maneira que seu correspondente do mundo físico. Por isso mesmo, ele pode simular condições de desempenho e funcionalidades.

Eles são desenvolvidos no mundo virtual a partir de dados coletados no seu “irmão” do mundo real, por meio, por exemplo, de scanners 3D, drones e dispositivos conectados à internet. Na construção civil, com a evolução de tecnologias de dados e o uso de BIM, os digital twins devem ganhar cada vez mais espaço. 

Segundo o relatório Digital Twin Technology Market, esse mercado deve alcançar o valor de US$ 12 bilhões até 2026. E a consultoria Gartner estima que o uso de digital twins resultará em um aumento de até 10% na eficiência das organizações.

Portanto, fica claro que em 2022 a inovação na construção civil vai dar mais um salto rumo à digitalização e à sustentabilidade. Quem não quiser ficar de fora precisa adotar tecnologias seguras e poderosas.

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