Parques eólicos, usinas solares, hidrelétricas e linhas de transmissão compartilham o território com florestas, rios e habitats de diversas espécies. Entender como esses ambientes se transformam ao longo do tempo é essencial para conciliar a operação dos empreendimentos com a conservação da biodiversidade.
Os drones ajudam nesse trabalho ao capturar imagens detalhadas e permitir levantamentos periódicos de grandes áreas. Com esses dados, equipes ambientais podem identificar mudanças na paisagem, direcionar inspeções e acompanhar os resultados de ações de recuperação.
O primeiro passo é conhecer o território. Antes de avaliar qualquer alteração, é preciso registrar as condições existentes. Os levantamentos aéreos permitem produzir mapas que ajudam a delimitar fragmentos de vegetação, margens de cursos d’água, áreas degradadas e possíveis conexões entre habitats.
Esse registro cria uma referência para o acompanhamento ambiental. Ao repetir os voos com parâmetros comparáveis, torna-se possível observar onde houve perda de cobertura vegetal, expansão de solo exposto ou avanço da recuperação de uma área.

No setor de energia, essas informações podem apoiar diferentes atividades:
- Usinas solares: acompanhar a cobertura do solo entre os painéis e a vegetação no entorno.
- Parques eólicos: mapear habitats próximos a aerogeradores e vias de acesso, orientando estudos de campo.
- Hidrelétricas: observar margens de reservatórios, matas ciliares e sinais de erosão.
- Linhas de transmissão: acompanhar intervenções na vegetação e a recuperação de áreas utilizadas durante as obras.
A interpretação desses registros ajuda a direcionar medidas de conservação conforme as características de cada empreendimento.
O monitoramento também pode ir além das imagens convencionais. Sensores multiespectrais permitem avaliar variações na resposta da vegetação, indicando locais que merecem investigação. Uma alteração pode estar associada à falta de água, à sazonalidade ou a outros fatores; por isso, os resultados precisam ser interpretados com conhecimento ecológico e verificação em campo.
Na observação da fauna, os drones ampliam as possibilidades de levantamento. Dependendo da espécie, do ambiente e do sensor utilizado, câmeras convencionais ou térmicas podem apoiar a localização e a contagem de animais. A IUCN relata, por exemplo, o uso de drones com câmeras térmicas para estudar colônias de morcegos nas Ilhas Maurício, demonstrando uma aplicação concreta dessa tecnologia na conservação. Fonte: IUCN Save Our Species.
Essas aplicações exigem planejamento para evitar perturbações à fauna. Além disso, imagens aéreas não revelam toda a biodiversidade de um local. Armadilhas fotográficas, monitoramento acústico e levantamentos conduzidos por especialistas continuam essenciais. Em parques eólicos, pesquisas destacam justamente a importância de integrar diferentes tecnologias para compreender os efeitos dos empreendimentos sobre os animais. Fonte: National Laboratory of the Rockies.

Outro uso importante está no acompanhamento da restauração ambiental. Após o plantio de espécies nativas ou a recuperação de uma área degradada, levantamentos sucessivos ajudam a verificar a evolução da cobertura vegetal e localizar falhas que exigem manutenção. O aumento da área verde, porém, deve ser avaliado junto a indicadores de campo, como diversidade de espécies e presença de invasoras.
Da captura das imagens à gestão ambiental com a Maply
Para que os levantamentos apoiem decisões, os dados precisam estar organizados e acessíveis. A Maply permite centralizar mapas e dados de drones, visualizar ortomosaicos e modelos do terreno, realizar medições e compartilhar informações entre equipes.
No acompanhamento de empreendimentos de energia, esses recursos ajudam a contextualizar registros ambientais, documentar áreas de interesse e apoiar relatórios com evidências georreferenciadas.
Ao conectar os levantamentos aéreos ao trabalho das equipes, a Maply contribui para transformar dados do território em informações úteis para planejar intervenções e acompanhar ações de conservação da biodiversidade.



