Como acompanhar o terreno e discutir a execução quando parte da área de trabalho tem acesso restrito? Em uma entrevista publicada pela Maply em setembro de 2023, Carlos, então apresentado como engenheiro de planejamento da Construtora Aterpa, explicou como sua equipe utilizava levantamentos com drones e modelos digitais em obras de descomissionamento de barragens de rejeito no Brasil.
O relato reúne três usos concretos: representar as condições do terreno, avaliar uma área de empréstimo de material e apresentar etapas da obra às equipes e ao cliente. É uma experiência de projeto, com as condições descritas naquela ocasião, que ajuda a entender onde a informação espacial entrava nas decisões.
Acompanhamento em um contexto de restrições de acesso
Carlos situou os trabalhos em zonas de autossalvamento e descreveu um conjunto de cinco barragens, das quais quatro apresentavam restrições de acesso. Em três, relatou que a entrada a pé era condicionada à interrupção da operação dos equipamentos. Essas condições pertencem ao contexto da entrevista e não descrevem uma autorização ou situação operacional atual.
Nesse cenário, a equipe precisava compreender a geometria e o avanço da obra sem depender de circular por toda a área para cada discussão. Os voos de mapeamento permitiam obter imagens que, depois de processadas, ofereciam uma referência visual do terreno para análise e comunicação.
Essa referência apoiava o planejamento dentro dos controles estabelecidos para o empreendimento. Uma imagem aérea não comprova a estabilidade de uma barragem nem substitui avaliação geotécnica, monitoramento especializado ou decisões dos responsáveis pela segurança. O valor descrito por Carlos estava em tornar as condições visíveis e compreensíveis para a equipe.
Uma pergunta sobre uma jazida de empréstimo
Um dos exemplos mais específicos da entrevista envolve um reforço com argila de aproximadamente 150 mil m³. A equipe tinha dúvidas sobre a disponibilidade de material em uma jazida de empréstimo situada a cerca de 2 km do local de aplicação.
Carlos contou que realizaram um voo sobre a jazida e levaram o modelo 3D à reunião. A partir dessa representação, utilizaram a Maply para discutir a estratégia de escavação e tratamento do material. O levantamento relacionava a pergunta de planejamento a uma área concreta, permitindo examinar sua configuração e organizar a discussão.
Os 150 mil m³ descrevem a dimensão aproximada do reforço mencionado, não uma economia, uma quantidade já executada ou um volume de reserva certificado pela plataforma. O relato não apresenta o resultado final da disponibilidade de material, ensaios de adequação da argila ou uma comparação financeira. A contribuição documentada é o uso do modelo na definição da estratégia.
Do terreno ao trabalho com equipamentos não tripulados
Na entrevista, Carlos também explicou que os dados do terreno apoiavam o trabalho com equipamentos não tripulados. Para ele, representar a realidade da área era uma parte relevante do planejamento de cortes e aterros e da informação utilizada pela operação.
Esse uso não significa que a Maply controlava máquinas diretamente ou que existia uma integração automática com qualquer equipamento. O depoimento descreve a importância dos dados dentro do fluxo adotado pela equipe, sem detalhar interfaces, formatos ou sistemas de controle envolvidos.
Carlos avaliou positivamente a precisão percebida no trabalho e a facilidade de começar a utilizar a plataforma. A entrevista não apresenta um protocolo de acurácia, tolerâncias verificadas ou tempo mensurado de treinamento. Suas avaliações devem ser entendidas como experiência do usuário naquele projeto, sem transformá-las em garantia técnica para qualquer aplicação.
Reuniões com contexto espacial compartilhado
Uma parte recorrente do relato é a utilização de plantas e modelos 3D durante as reuniões. Quando surgia um problema, Carlos descreveu a prática de abrir essas visualizações para que as pessoas pudessem discutir a mesma área e compreender a relação entre o projeto e o que estava sendo executado.
A equipe carregava informações de projeto para apresentar diferenças e orientar a conversa com produção. Nas reuniões com o cliente, a visualização ajudava a explicar etapas futuras, incluindo o desenho de uma berma e a localização prevista para o acesso. Esses elementos tornavam a discussão mais concreta para os participantes.
Carlos também mencionou levantamentos completos de volume no início de cada mês. A periodicidade fazia parte da rotina relatada pela Aterpa; não equivale a atualização contínua do terreno. As medições e visualizações ofereciam uma referência datada para apresentar o andamento e manter o alinhamento entre as partes.
O papel das ferramentas visuais no relato de 2023
A entrevista ocorreu no contexto da versão então apresentada como Maply 2.0. Carlos destacou a consulta de superfícies em 3D, curvas de nível e anotações, além da possibilidade de comparar a superfície projetada com a condição representada pelo levantamento.
A importância dessas ferramentas, em sua avaliação, estava na comunicação: compreender onde seria necessário cortar, manter ou ajustar a execução e explicar essas condições aos demais envolvidos. A menção à versão pertence à história do caso; as funcionalidades atualmente disponíveis devem ser consultadas na página da plataforma Maply.
O que essa experiência permite levar para outro projeto
O caso mostra a utilidade de começar por uma pergunta definida: há material a avaliar em uma área de empréstimo, qual condição do terreno precisa ser representada ou como apresentar uma etapa ao cliente? A escolha da entrega ganha clareza quando o uso esperado está estabelecido.
Também mostra que a representação espacial precisa chegar às pessoas que vão discutir a decisão. No relato da Aterpa, a Maply participava das reuniões e da preparação das informações, com o conhecimento técnico e as responsabilidades da equipe continuando no centro do processo.
Para avaliar um fluxo semelhante, leve à conversa o tipo de obra, a pergunta de planejamento e os dados disponíveis. Fale com a equipe Maply sobre como mapas, modelos e medições podem apoiar essa revisão no contexto do seu projeto.



