Toda sexta-feira, novos levantamentos eram enviados à plataforma. Na segunda-feira pela manhã, medição, planejamento e engenharia de campo já perguntavam pelos processamentos. Essa rotina, descrita por Cláudio Leite em entrevista publicada pela Maply em 2023, mostra como os dados de drones passaram a fazer parte das decisões de obra na Construtora Barbosa Mello (CBM).
Na época da entrevista, Cláudio era supervisor de topografia na seção técnica da empresa, em Canaã dos Carajás, no Pará. O relato trata de obras de ampliação de uma área industrial ligada a um projeto de mineração no Brasil. Seu foco é a conexão entre levantamento, acompanhamento do avanço físico e coordenação das equipes que usavam a informação.
Da aprendizagem em campo à comparação de levantamentos
O contato de Cláudio com a aerofotogrametria começou em uma obra na área aeroportuária, no Rio Grande do Sul. Inicialmente, o drone era usado para filmagens. Ele contou que começou a estudar a tecnologia por iniciativa própria e realizou voos de estudo durante o período da pandemia, quando houve mais intervalos entre as operações do aeroporto. A entrevista registra essa experiência histórica, sem detalhar as autorizações ou o planejamento daqueles voos.
Nesse início, Cláudio trabalhava com um software de processamento simples. Depois de processar as imagens, precisava extrair os dados e modelá-los manualmente. Ainda não utilizava uma plataforma que reunisse visualização, análise e compartilhamento.
Um superintendente apresentou a Maply a ele. Entre os recursos que despertaram interesse estava a comparação de levantamentos, que permitia observar o avanço físico entre duas datas. Esse uso reaparece no restante do relato: acompanhar mudanças e levar as mesmas referências para as discussões sobre a obra.
A confiança nos dados passou por verificações
Ao chegar ao projeto no Pará, Cláudio encontrou a Maply já em uso pelas equipes. Mesmo assim, a qualidade visual das imagens não resolveu de imediato suas dúvidas sobre a acurácia. Inicialmente, seu acesso era de visualização, e ele buscou entender como os dados poderiam sustentar o trabalho da topografia.
As equipes de campo já haviam realizado testes, segundo a entrevista. Cláudio também fez verificações: descreveu a sobreposição da camada de projeto, a observação das bases e testes de cotas. Relatou que os resultados aumentaram sua confiança no uso da plataforma.
Esse é um depoimento sobre a avaliação feita no projeto. A entrevista não apresenta valores de erro, distribuição de pontos de checagem ou protocolo independente que permita transformar a experiência em especificação de acurácia para outros levantamentos.
Uma atualização que atendia a várias áreas
O envio semanal criava uma expectativa entre os usuários. Cláudio relatou que carregava novos voos às sextas-feiras e recebia pedidos sobre os processamentos no início da segunda-feira. As informações atendiam tanto às reuniões de decisão quanto ao acompanhamento de serviços civis e terraplenagem.
O uso se estendia além da topografia. Medição, planejamento e engenharia de campo consultavam os dados, e havia reuniões em que a plataforma permanecia aberta para verificar o avanço semanal. Assim, o levantamento entrava na conversa no momento em que as equipes precisavam discutir o andamento dos serviços.
As pilhas de agregado ilustram essa mudança. Antes, Cláudio precisava calcular seus volumes a cada 15 dias, com atividades de campo e processamento. No fluxo que descreveu, o planejamento acessava a plataforma e realizava a medição diretamente. O intervalo anterior informa a rotina de origem; não é uma medição de economia nem comprova uma nova frequência fixa de inventário.
Interferências discutidas antes da mobilização
Quando perguntado sobre o principal benefício, Cláudio destacou o monitoramento do avanço da obra. Na ampliação industrial, relatou que as equipes conseguiam identificar e tratar interferências antes de mobilizar pessoal para determinadas frentes de serviço.
Ele também apresentou um exemplo de comunicação com o cliente: para solicitar a liberação de uma frente e de uma máquina, enviava uma imagem acompanhada do cálculo. A informação visual e quantitativa dava contexto ao pedido de autorização.
Na percepção do entrevistado, esse acesso evitava deslocamentos para obter novamente algumas informações e ajudava a antecipar interferências ou erros construtivos. Ele associou a prática a ganhos de tempo, cumprimento de prazos e prevenção de retrabalho. O relato não apresenta uma apuração financeira ou um percentual de redução desses eventos.
Evidências para as reuniões de fechamento
No fim de cada mês, a equipe se reunia com os clientes para apresentar medições e avanço físico. Segundo Cláudio, a plataforma permitia mostrar os resultados visualmente e comparar informações de diferentes datas.
A ortoimagem tinha um papel nessa conversa: ele relatou que sua apresentação ajudava a esclarecer divergências com o cliente. O registro permitia apontar a área discutida e relacionar o que havia sido medido à evolução observada. A aprovação permanecia parte da discussão entre as equipes e o cliente.
O que observar ao adaptar essa rotina
O caso oferece uma referência prática para quem quer conectar topografia e gestão de obras. A cadência de atualização tinha destinatários concretos, as comparações entravam nas reuniões e as medições apoiavam solicitações e fechamentos. Para avaliar uma rotina semelhante, vale definir quem precisa de cada entrega, em qual momento e com quais verificações.
Na Plataforma Maply, mapas, modelos, medições e comparação de levantamentos podem apoiar esse trabalho. A entrevista descreve a experiência da CBM naquele período; a aplicação em outra obra depende de suas demandas, dados e critérios de aceitação.
Para discutir um processo de acompanhamento, converse com a Maply com um levantamento, uma reunião recorrente e as informações que sua equipe precisa levar a ela.



